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24 horas para o Senhor na Matriz de Esposende

11/03/2017

Arcebispo Primaz: Mensagem da Quaresma 2017

01/03/2017

Família, “casa” onde o outro se encontra e descobre

O ritmo da liturgia apresenta-nos, uma vez mais, a Quaresma como um tempo especial. São quarentas dias que Deus nos oferece para nos desvincularmos das preocupações quotidianas e nos centrarmos Nele. Nenhum de nós foi feito para a mediocridade. Olhar para Cristo é, por isso, o reconhecimento de que alguém nos supera, nos fascina e nos pede voos maiores. Em síntese, Cristo pede-nos uma vida nova centrada N’Ele.

É possível que, para algumas pessoas, estas palavras sejam de difícil compreensão. O que significa uma vida centrada em Cristo? Significa reconhecer que Cristo está vivo e ocupa um lugar especial na minha vida. Significa também reconhecer que a Sua presença é, para mim, fonte de alegria.

Admito que nem sempre “sentimos”, como gostaríamos, a presença de Cristo. Sentir como aquele que vê com os próprios olhos ou toca com as próprias mãos. Existe um certo Tomé em cada um de nós. A presença de Cristo é suave, subtil e quase imperceptível. Reconhecê-lo é um acto de fé que carece de tempos e lugares adequados. São, sobretudo, momentos de contemplação com paciência e persistência.

Nesta Quaresma, gostaria de recordar dois caminhos para o encontro com Cristo.

1. Os olhos do sofredor falam de Cristo. O Santo Padre, o Papa Francisco, é categórico ao afirmar que “fechar o coração ao dom de Deus que fala tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão”. A sensibilidade para o divino treina-se com o exercício da fraternidade. Pobres de nós quando passamos adiante do sofredor ou aproveitamos e exploramos aquele que pouco ou nada tem. O pobre e o mais débil oferece-nos muito quando lhe damos a nossa atenção, delicadeza, carinho e, em muitos casos, a esmola que dá alento e coragem.

2. Educar para a vida. A Quaresma, apesar do seu timbre introspectivo, é um tempo de abertura e de preparação para a vida. Vida que nasce, antes de mais, da escuta da Palavra, da reflexão e da defesa de valores inalienáveis. Diz o Papa Francisco que é necessário aproveitar estes tempos para uma “corajosa acção educativa em favor da vida humana”. Permitam-me ser claro: a vida da criança que está para nascer ou da pessoa que está para morrer é sagrada. A vida é um direito fundamental e inviolável! Escapa ao nosso domínio determinar sobre algo que nos ultrapassa. Vida é, em todas as circunstâncias, vida.

O outro é sempre um dom. Experimentamos esta verdade sobretudo na família, entre os esposos, entre pais e filhos, avós e netos. Daí a necessidade de tornar a família uma “casa” onde Maria mora. Aprofundamos assim a gratuidade do amor e tornámo-la escola para viver com e para os outros. Trabalhemos a família e dediquemos-lhe tempo para que se torne o que é em essência: lugar de encontro com o outro que percorre a vida com dedicação universal, carinhosa, sacrificada, mas também alegre pois o amor nunca cansa.

Glorifiquemos o Senhor e alegremo-nos em Deus, tornando a Quaresma um tempo favorável para acolher o dom da Palavra e o dom do outro. Acolhendo estes dons, com o tempo e energia que lhes consagramos, testemunharemos os frutos de uma vida espiritual madura e de uma sensibilidade humana. Segundo o nosso Programa Pastoral, trabalhando a penitência através da trilogia do jejum, oração e esmola, descobriremos, neste ano mariano, a identidade cristã no quotidiano da vida. Não desperdicemos esta graça! O outro é dom, sobretudo na família e, a partir daí, com todos na predilecção dos mais débeis.

 

† Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz

Fonte: Arcebispo Primaz: Mensagem da Quaresma – Arquivo – Notícias – Arquidiocese de Braga

Carta do Papa Francisco aos Jovens

15/01/2017

CARTA DO PAPA FRANCISCO
AOS JOVENS POR OCASIÃO DA APRESENTAÇÃO
DO DOCUMENTO PREPARATÓRIO
PARA A XV ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA
DO SÍNODO DOS BISPOS

Caríssimos jovens!
É-me grato anunciar-vos que em outubro de 2018 se celebrará o Sínodo dos Bispos sobre o tema
«Os jovens, a fé e o discernimento vocacional». Eu quis que vós estivésseis no centro da
atenção, porque vos trago no coração. Exatamente hoje é apresentado o Documento
preparatório, que confio também a vós como «bússola» ao longo deste caminho.
Vêm-me à mente as palavras que Deus dirigiu a Abraão: «Sai da tua terra, deixa a tua família e a
casa do teu pai, e vai para a terra que Eu te mostrar!» (Gn 12, 1). Hoje estas palavras são
dirigidas também a vós: são palavras de um Pai que vos convida a «sair» a fim de vos lançardes
em direção de um futuro desconhecido, mas portador de realizações seguras, ao encontro do
qual Ele mesmo vos acompanha. Convido-vos a ouvir a voz de Deus que ressoa nos vossos
corações através do sopro do Espírito Santo.
Quando Deus disse a Abraão «Sai!», o que é que lhe queria dizer? Certamente, não para fugir
dos seus, nem do mundo. O seu foi um convite forte, uma provocação, a fim de que deixasse
tudo e partisse para uma nova terra. Qual é para nós hoje esta nova terra, a não ser uma
sociedade mais justa e fraterna, à qual vós aspirais profundamente e que desejais construir até às
periferias do mundo?
Mas hoje, infelizmente, o «Sai!» adquire inclusive um significado diferente. O da prevaricação, da
injustiça e da guerra. Muitos de vós, jovens, estão submetidos à chantagem da violência e são
forçados a fugir da sua terra natal. O seu clamor sobe até Deus, como aquele de Israel, escravo
da opressão do Faraó (cf. Êx 2, 23).
Desejo recordar-vos também as palavras que certo dia Jesus dirigiu aos discípulos, que lhe
perguntavam: «Rabi, onde moras?». Ele respondeu: «Vinde e vede!» (cf. Jo 1, 38-39). Jesus
dirige o seu olhar também a vós, convidando-vos a caminhar com Ele. Caríssimos jovens,
encontrastes este olhar? Ouvistes esta voz? Sentistes este impulso a pôr-vos a caminho? Estou
convicto de que, não obstante a confusão e o atordoamento deem a impressão de reinar no
mundo, este apelo continua a ressoar no vosso espírito para o abrir à alegria completa. Isto será
possível na medida em que, inclusive através do acompanhamento de guias especializados,
souberdes empreender um itinerário de discernimento para descobrir o projeto de Deus na vossa
vida. Mesmo quando o vosso caminho estiver marcado pela precariedade e pela queda, Deus rico
de misericórdia estende a sua mão para vos erguer.
Na inauguração da última Jornada Mundial da Juventude, em Cracóvia, perguntei-vos várias
vezes: «As coisas podem mudar?». E juntos, vós gritastes um «Sim!» retumbante. Aquele brado
nasce do vosso jovem coração, que não suporta a injustiça e não pode submeter-se à cultura do
descartável, nem ceder à globalização da indiferença. Escutai aquele clamor que provém do
vosso íntimo! Mesmo quando sentirdes, como o profeta Jeremias, a inexperiência da vossa jovem
idade, Deus encoraja-vos a ir para onde Ele vos envia: «Não deves ter […] porque Eu estarei
contigo para te libertar» (cf. Jr 1, 8).
Um mundo melhor constrói-se também graças a vós, ao vosso desejo de mudança e à vossa
generosidade. Não tenhais medo de ouvir o Espírito que vos sugere escolhas audazes, não
hesiteis quando a consciência vos pedir que arrisqueis para seguir o Mestre. Também a Igreja
deseja colocar-se à escuta da vossa voz, da vossa sensibilidade, da vossa fé; até das vossas
dúvidas e das vossas críticas. Fazei ouvir o vosso grito, deixai-o ressoar nas comunidades e
fazei-o chegar aos pastores. São Bento recomendava aos abades que, antes de cada decisão
importante, consultassem também os jovens porque «muitas vezes é exatamente ao mais jovem
que o Senhor revela a melhor solução» (Regra de São Bento III, 3).
Assim, inclusive através do caminho deste Sínodo, eu e os meus irmãos Bispos queremos, ainda
mais, «contribuir para a vossa alegria» (2 Cor 1, 24). Confio-vos a Maria de Nazaré, uma jovem
como vós, à qual Deus dirigiu o seu olhar amoroso, a fim de que vos tome pela mão e vos guie
para a alegria de um «Eis-me!» pleno e generoso (cf. Lc 1, 38).

Com afeto paterno,
FRANCISCO
Vaticano, 13 de janeiro de 2017.

Concerto Temático

10/12/2016

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Mensagem de Advento e Natal do Senhor Arcebispo

03/12/2016

O mundo que construo

Com o Advento e o Natal, quero convidar a entrar no sentido mais profundo do nosso programa pastoral. Pretendemos contemplar a fé com e como Maria.

Quando pensamos na contemplação, somos, por vezes, tomados por ideias abstratas de difícil concretização. Nada mais contrário à tradição cristã e ao testemunho que grandes santos nos legaram.

 

  1. Contemplar

– É estar com Deus Pai, reconhecendo que o Seu Amor criou toda a Humanidade;

– É estar com Cristo, agradecendo a Sua entrega de vida pela salvação de todos;

– É estar com Maria, entregando a vida para servir a Cristo e à comunidade com gestos concretos e solícitos;

– É estar com o mundo, contemplando as maravilhas que contrastam com tantas deturpações da beleza criadora de Deus.

 

  1. Mas estar com Deus, como Maria

– Para redescobrir a beleza da criação e agradecer a Deus por tanta coisa bela que encontramos, se assim o quisermos, no nosso quotidiano;

– Para nos identificarmos com Cristo, que continua a dar a vida pelos últimos e mais debilitados, e crescermos em sentimentos de fraternidade;

–  Para acolher o seu exemplo, acreditando que o serviço desinteressado constrói a felicidade e uma vida com sentido;

– Agradecer as maravilhas que Deus permanentemente nos oferece e para nos empenharmos em conceder beleza à vida daqueles que se sentem desfigurados pelo anonimato e tristeza da pobreza.

 

  1. A comunicação social desmonta e desnuda toda a realidade. Esquece-se, infelizmente, de referir muitas situações que ofendem a dignidade humana. Ignora-se a miséria e o sofrimento oculto que ultrajam os pilares mais fundamentais de uma sociedade justa onde os direitos não são respeitados.

Contemplar significa ver as situações que ninguém quer ver e intervir com denúncia e acção. Só assim o Natal será a festa de fraternidade universal. Com o silêncio da meditação, ouvimos os cânticos dos anjos louvando o Senhor e despertamos para os gritos, talvez silenciosos, de quem ainda espera um Salvador que lhe restitua a paz construída pelo nosso amor.

Contemplemos, por isso, o presépio e colhamos, sem hipocrisia, a responsabilidade, que Ele nos coloca nas mãos, de construirmos um mundo solidário que todos esperam e muitos necessitam.

Porque será que celebramos o Natal e tudo continua na mesma? Não serei capaz, este ano, de o viver dizendo: “chega do meu egoísmo e espírito de resignação perante um mundo tremendamente desigual. Eu posso mudar a realidade que me circunda”.

Bom Natal para todos, particularmente para os mais sozinhos, envergonhados e perdidos. Estarei sempre convosco.

† Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz

Advento

27/11/2016

Tempo de Advento

O Tempo do Advento, com o qual se inicia o Ano Litúrgico, abre para cada cristão a porta da esperança que conduz à alegria. Efetivamente, sendo um tempo de preparação do grande mistério da Incarnação, não se reduz a um conjunto de atos preparatórios, mas pretende desenvolver uma atitude de esperança, de tensão, para um encontro fundamental. Trata-se de reavivar a esperança e de fazer a experiência de um Deus que se faz tão próximo que nos impele a tocar a verdade da nossa humanidade. Por isso, somos chamados a incarnar e viver a alegria de contemplar as maravilhas que Deus faz em Maria e no nosso caminho de encontro com Ele.

As casas de Maria

O anúncio da maternidade de Maria gera nela um agudo sentimento de alegria que a faz transbordar, percorrendo caminhos para ir ao encontro de Isabel, com quem glorifica a Deus pelas maravilhas que opera na sua vida. O assentimento de Maria – no Fiat e no Magnificat – evidencia substancialmente o acolhimento que Maria faz do chamamento de Deus, da proposta divina para ser Mãe do Messias, e a correspondência que está disposta a fazer da sua vida à vontade de Deus. Por isso, foi escolhido como tema desta caminhada litúrgica, espiritual e pastoral: “Faça-se em mim, segundo a Tua Palavra”. Tendo em conta a dinâmica de acolhimento da proposta de Deus e a da maternidade de Maria em expectação, que marcam todo o ritmo do Advento, somos chamados a viver este período como acolhedores da missão para a qual Deus nos convoca. Para exprimir todo este dinamismo numa imagem que fosse a base de trabalho e de desenvolvimento da caminhada de Advento-Natal, recorremos à figura da casa, uma vez que o Plano Pastoral apresenta as Casas de Maria, como lugares de contemplação da fé: a devoção mariana (piedade popular), os santuários e as peregrinações, as famílias, a paróquia e as periferias humanas. Neste sentido, vamos construir, ao longo deste ciclo litúrgico, a Casa de Maria, para acolhermos as atitudes dela. Em cada Domingo e Solenidade será apresentado um elemento da Casa, que irá ganhando forma paulatinamente e conforme se for construindo o caminho. 

Uma atitude silenciosa

A maternidade é símbolo da esperança, da contemplação, da meditação, da fecundidade. Estes significados redundam numa atitude de silêncio, de gestação interior, de contemplação fecunda. A partir desta conceção e conforme a proposta elaborada para todo o Ano Litúrgico, vamos procurar cultivar o silêncio, como atitude a aprender de Maria, durante o Advento. Por isso, em cada Domingo e Solenidade deste período litúrgico valorizar-se-á um momento da Eucaristia, onde será feito um tempo de fecundo silêncio, introduzido por um breve apontamento, que faça adentrar cada pessoa no mistério inaudível celebrado.

(Caminhada Advento Natal da Diocese de Braga)

 

Neste 1.º domingo de Advento temos as paredes!!!

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Paróquia de Sta Maria dos Anjos Esposende

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Paróquia de Sta Maria dos Anjos Esposende

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Paróquia de S. Paio – Fão

Jubileu da Pastoral Juvenil de Esposende

30/10/2016

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Os  Jovens do Arciprestado de Esposende souberam responder com Fé ao desafio de celebrarem o Jubileu do Ano da Misericórdia. Parabéns a todos os que participaram e aos que não puderam vir, mas que gostariam de estar presentes.

Se alguém tiver fotos pode partilhar para o mail unidadepastoral.ecs@gmail.com para partilharmos neste espaço.