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Tríduo Pascal

14/04/2017

Num documento da reforma litúrgica que dá pelo nome de “Normas Gerais do Ano Litúrgico e do Calendário Romano” lêem-se estas palavras: “O sagrado Tríduo da Paixão e Ressurreição do Senhor é o ponto culminante de todo o ano litúrgico” (NGALC 18; EDREL 856). A este sagrado Tríduo chama-se também Tríduo Pascal: “tríduo”, por abranger um período de três dias consecutivos; “pascal”, por acontecer nas imediações da Páscoa de Jesus.

Afirmar que o Tríduo é o ponto culminante do ano litúrgico equivale a dizer que ele é o verdadeiro centro de toda a liturgia cristã. Ele não é uma simples festa, mas a festa das festas; não é apenas uma grande solenidade, mas a solenidade das solenidades cristãs (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1169). Não há, no decurso do ano litúrgico, nada maior do que ele. Santo Agostinho chamava-lhe “Tríduo de Cristo morto, sepultado e ressuscitado”.

Qual a razão desta importância ímpar do Tríduo Pascal, perguntarão os nossos leitores? A resposta volta a dá-la o documento já citado juntamente com a Constituição Litúrgica: “Porque a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus foi realizada por Cristo especialmente no seu mistério pascal” (Ibidem), e porque “Cristo está sempre presente na sua Igreja, especialmente nas acções litúrgicas” (SC 7). É esta presença de Cristo, particularmente nas celebrações do Tríduo Pascal, que faz delas o ponto culminante da liturgia cristã.

Está quase a chegar o Tríduo Pascal deste ano. O seu início vai acontecer «na Missa da Ceia do Senhor» (tarde de Quinta-Feira santa). Mas o Tríduo propriamente dito será a Sexta-Feira Santa (dia da paixão, morte e sepultura de Jesus), o Sábado Santo (dia em que o corpo de Cristo repousou no sepulcro) e o Domingo (dia da ressurreição e das primeiras aparições de Jesus). O coração pulsante do grande Mistério é a «Vigília Pascal, mãe de todas as santas vigílias» (NGALC 19.21; EDREL 857.859).

Bendito seja Deus pela Liturgia destes três dias santíssimos. Não é para recordar factos do passado, por mais importantes que sejam, que participamos nas celebrações do Tríduo, mas para tornar presente um Mistério, cuja eficácia nos envolve e une a Cristo. O Senhor da cruz, do túmulo e da ressurreição toca-nos naqueles ritos, ilumina-nos nas palavras e cânticos que proferimos e escutamos. Não somos nós que nos tornamos santos, mas é Cristo que nos santifica através da participação viva, consciente e activa nestas celebrações.

Se já adquiriste o hábito de não trocar a participação no Tríduo por outras ocupações da tua vida, dá graças ao Senhor e continua a fazê-lo. Se, pelo contrário, nunca participaste nas suas celebrações, deixa-me dizer-te que ainda não descobriste o que é começar a ser cristão deveras. Se quiseres, aceita livremente o meu convite: vem ao Tríduo. Nele encontrarás Cristo, e, se não Lhe opuseres resistência, Ele transformará a tua vida.

Mais do que tu próprio, por tuas orações e trabalhos, é Cristo, na Liturgia, que te torna cristão a valer. O cristianismo não é um voluntarismo. É um DOM. Vem do Pai, não nasce de ti, embora procure e suscite em ti a resposta da tua liberdade. Pela Liturgia da terra participa desde já, cristão, na Liturgia celeste que eternamente é celebrada no seio da Santíssima Trindade.
P. José de Leão Cordeiro

Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém

09/04/2017

Solenidades da Semana Santa

03/04/2017

As solenidades da Semana Santa iniciam-se na próxima sexta-feira, dia 7, às 21h00, com a Via-Sacra Interparoquial, que se desenvolverá desde a Igreja Matriz de Esposende até à Capela de S. Lourenço, em Vila Chã, com participação da Pastoral Juvenil Arciprestal.

No Domingo de Ramos, às 09h45, após a bênção dos ramos na Igreja da Misericórdia, decorrerá a Procissão da Entrada Triunfal de Jesus em Jerusalém, com a participação de crianças, adolescentes e jovens, seguindo-se a Eucaristia do Domingo da Paixão, às 10h00, na Igreja Matriz. No final da Eucaristia segue-se a Procissão aos Doentes.

Ainda no que se refere ao programa religioso, destacamos a Missa da Reconciliação, no dia 10, às 21h00, na Igreja Matriz.

Já no dia 11, das 20h00 às 21h00 teremos a Celebração do Sacramento da Penitência, que ocorre também na Manhã da Sexta-feira Santa e de Sábado santo, após a oração de Laudes, às 09h30.

No dia 12 destacamos a Procissão de Velas, desde a Capela da Senhora da Saúde até à Igreja Matriz, às 21h00, encerrando com o Concerto Temático “Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo”, pelo Coro de Câmara da Igreja Matriz de Esposende.

Na Quinta-feira Santa, às 17h00, teremos a Missa da Instituição da Eucaristia, com a cerimónia do Lava-Pés, presidida pelo Bispo Auxiliar de Braga, D. Francisco Senra Coelho, que no dia seguinte preside, às 15h30, à Celebração da Paixão.

A Procissão do Encontro ocorre na Quinta-feira Santa, dia 13, e a Procissão do Enterro do Senhor, tem lugar na Sexta-feira Santa, dia 14.

O ponto alto das solenidades é, sem dúvida, a Vigília Pascal, também presidida por D. Francisco Senra Coelho, no Sábado, dia 15, às 22h00.

No Domingo de Páscoa teremos as eucaristias habituais e, de tarde, a tradicional Visita do Compasso Pascal.

Na segunda-feira, dia 17, após a Missa das 10h00 teremos a habitual Procissão da recolha das Imagens.

As celebrações serão todas solenizadas pelo Coro de Câmara da Igreja Matriz de Esposende.

24 horas para o Senhor na Matriz de Esposende

11/03/2017

Arcebispo Primaz: Mensagem da Quaresma 2017

01/03/2017

Família, “casa” onde o outro se encontra e descobre

O ritmo da liturgia apresenta-nos, uma vez mais, a Quaresma como um tempo especial. São quarentas dias que Deus nos oferece para nos desvincularmos das preocupações quotidianas e nos centrarmos Nele. Nenhum de nós foi feito para a mediocridade. Olhar para Cristo é, por isso, o reconhecimento de que alguém nos supera, nos fascina e nos pede voos maiores. Em síntese, Cristo pede-nos uma vida nova centrada N’Ele.

É possível que, para algumas pessoas, estas palavras sejam de difícil compreensão. O que significa uma vida centrada em Cristo? Significa reconhecer que Cristo está vivo e ocupa um lugar especial na minha vida. Significa também reconhecer que a Sua presença é, para mim, fonte de alegria.

Admito que nem sempre “sentimos”, como gostaríamos, a presença de Cristo. Sentir como aquele que vê com os próprios olhos ou toca com as próprias mãos. Existe um certo Tomé em cada um de nós. A presença de Cristo é suave, subtil e quase imperceptível. Reconhecê-lo é um acto de fé que carece de tempos e lugares adequados. São, sobretudo, momentos de contemplação com paciência e persistência.

Nesta Quaresma, gostaria de recordar dois caminhos para o encontro com Cristo.

1. Os olhos do sofredor falam de Cristo. O Santo Padre, o Papa Francisco, é categórico ao afirmar que “fechar o coração ao dom de Deus que fala tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão”. A sensibilidade para o divino treina-se com o exercício da fraternidade. Pobres de nós quando passamos adiante do sofredor ou aproveitamos e exploramos aquele que pouco ou nada tem. O pobre e o mais débil oferece-nos muito quando lhe damos a nossa atenção, delicadeza, carinho e, em muitos casos, a esmola que dá alento e coragem.

2. Educar para a vida. A Quaresma, apesar do seu timbre introspectivo, é um tempo de abertura e de preparação para a vida. Vida que nasce, antes de mais, da escuta da Palavra, da reflexão e da defesa de valores inalienáveis. Diz o Papa Francisco que é necessário aproveitar estes tempos para uma “corajosa acção educativa em favor da vida humana”. Permitam-me ser claro: a vida da criança que está para nascer ou da pessoa que está para morrer é sagrada. A vida é um direito fundamental e inviolável! Escapa ao nosso domínio determinar sobre algo que nos ultrapassa. Vida é, em todas as circunstâncias, vida.

O outro é sempre um dom. Experimentamos esta verdade sobretudo na família, entre os esposos, entre pais e filhos, avós e netos. Daí a necessidade de tornar a família uma “casa” onde Maria mora. Aprofundamos assim a gratuidade do amor e tornámo-la escola para viver com e para os outros. Trabalhemos a família e dediquemos-lhe tempo para que se torne o que é em essência: lugar de encontro com o outro que percorre a vida com dedicação universal, carinhosa, sacrificada, mas também alegre pois o amor nunca cansa.

Glorifiquemos o Senhor e alegremo-nos em Deus, tornando a Quaresma um tempo favorável para acolher o dom da Palavra e o dom do outro. Acolhendo estes dons, com o tempo e energia que lhes consagramos, testemunharemos os frutos de uma vida espiritual madura e de uma sensibilidade humana. Segundo o nosso Programa Pastoral, trabalhando a penitência através da trilogia do jejum, oração e esmola, descobriremos, neste ano mariano, a identidade cristã no quotidiano da vida. Não desperdicemos esta graça! O outro é dom, sobretudo na família e, a partir daí, com todos na predilecção dos mais débeis.

 

† Jorge Ortiga, Arcebispo Primaz

Fonte: Arcebispo Primaz: Mensagem da Quaresma – Arquivo – Notícias – Arquidiocese de Braga

Carta do Papa Francisco aos Jovens

15/01/2017

CARTA DO PAPA FRANCISCO
AOS JOVENS POR OCASIÃO DA APRESENTAÇÃO
DO DOCUMENTO PREPARATÓRIO
PARA A XV ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA
DO SÍNODO DOS BISPOS

Caríssimos jovens!
É-me grato anunciar-vos que em outubro de 2018 se celebrará o Sínodo dos Bispos sobre o tema
«Os jovens, a fé e o discernimento vocacional». Eu quis que vós estivésseis no centro da
atenção, porque vos trago no coração. Exatamente hoje é apresentado o Documento
preparatório, que confio também a vós como «bússola» ao longo deste caminho.
Vêm-me à mente as palavras que Deus dirigiu a Abraão: «Sai da tua terra, deixa a tua família e a
casa do teu pai, e vai para a terra que Eu te mostrar!» (Gn 12, 1). Hoje estas palavras são
dirigidas também a vós: são palavras de um Pai que vos convida a «sair» a fim de vos lançardes
em direção de um futuro desconhecido, mas portador de realizações seguras, ao encontro do
qual Ele mesmo vos acompanha. Convido-vos a ouvir a voz de Deus que ressoa nos vossos
corações através do sopro do Espírito Santo.
Quando Deus disse a Abraão «Sai!», o que é que lhe queria dizer? Certamente, não para fugir
dos seus, nem do mundo. O seu foi um convite forte, uma provocação, a fim de que deixasse
tudo e partisse para uma nova terra. Qual é para nós hoje esta nova terra, a não ser uma
sociedade mais justa e fraterna, à qual vós aspirais profundamente e que desejais construir até às
periferias do mundo?
Mas hoje, infelizmente, o «Sai!» adquire inclusive um significado diferente. O da prevaricação, da
injustiça e da guerra. Muitos de vós, jovens, estão submetidos à chantagem da violência e são
forçados a fugir da sua terra natal. O seu clamor sobe até Deus, como aquele de Israel, escravo
da opressão do Faraó (cf. Êx 2, 23).
Desejo recordar-vos também as palavras que certo dia Jesus dirigiu aos discípulos, que lhe
perguntavam: «Rabi, onde moras?». Ele respondeu: «Vinde e vede!» (cf. Jo 1, 38-39). Jesus
dirige o seu olhar também a vós, convidando-vos a caminhar com Ele. Caríssimos jovens,
encontrastes este olhar? Ouvistes esta voz? Sentistes este impulso a pôr-vos a caminho? Estou
convicto de que, não obstante a confusão e o atordoamento deem a impressão de reinar no
mundo, este apelo continua a ressoar no vosso espírito para o abrir à alegria completa. Isto será
possível na medida em que, inclusive através do acompanhamento de guias especializados,
souberdes empreender um itinerário de discernimento para descobrir o projeto de Deus na vossa
vida. Mesmo quando o vosso caminho estiver marcado pela precariedade e pela queda, Deus rico
de misericórdia estende a sua mão para vos erguer.
Na inauguração da última Jornada Mundial da Juventude, em Cracóvia, perguntei-vos várias
vezes: «As coisas podem mudar?». E juntos, vós gritastes um «Sim!» retumbante. Aquele brado
nasce do vosso jovem coração, que não suporta a injustiça e não pode submeter-se à cultura do
descartável, nem ceder à globalização da indiferença. Escutai aquele clamor que provém do
vosso íntimo! Mesmo quando sentirdes, como o profeta Jeremias, a inexperiência da vossa jovem
idade, Deus encoraja-vos a ir para onde Ele vos envia: «Não deves ter […] porque Eu estarei
contigo para te libertar» (cf. Jr 1, 8).
Um mundo melhor constrói-se também graças a vós, ao vosso desejo de mudança e à vossa
generosidade. Não tenhais medo de ouvir o Espírito que vos sugere escolhas audazes, não
hesiteis quando a consciência vos pedir que arrisqueis para seguir o Mestre. Também a Igreja
deseja colocar-se à escuta da vossa voz, da vossa sensibilidade, da vossa fé; até das vossas
dúvidas e das vossas críticas. Fazei ouvir o vosso grito, deixai-o ressoar nas comunidades e
fazei-o chegar aos pastores. São Bento recomendava aos abades que, antes de cada decisão
importante, consultassem também os jovens porque «muitas vezes é exatamente ao mais jovem
que o Senhor revela a melhor solução» (Regra de São Bento III, 3).
Assim, inclusive através do caminho deste Sínodo, eu e os meus irmãos Bispos queremos, ainda
mais, «contribuir para a vossa alegria» (2 Cor 1, 24). Confio-vos a Maria de Nazaré, uma jovem
como vós, à qual Deus dirigiu o seu olhar amoroso, a fim de que vos tome pela mão e vos guie
para a alegria de um «Eis-me!» pleno e generoso (cf. Lc 1, 38).

Com afeto paterno,
FRANCISCO
Vaticano, 13 de janeiro de 2017.

Concerto Temático

10/12/2016

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